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Operações Fiscais

Uma Operação Fiscal é a natureza de uma transação — é uma venda doméstica, uma venda entre estados, uma exportação? É uma ideia pequena com grandes consequências, porque em alguns países os mesmos bens são tributados de forma completamente diferente dependendo da resposta.

A característica definidora: uma Operação Fiscal é calculada, não escolhida. O motor a determina a partir de onde estão o vendedor e o comprador — comparando seus códigos de jurisdição — em vez de pedir que um usuário escolha. Isso mantém o processo objetivo e auditável: ninguém pode marcar incorretamente uma transação para obter um imposto diferente.

Como chegar lá. Abra o Iniciador de aplicativos (o ícone de grade no canto superior esquerdo de qualquer página) → REDA Financials AI → a guia Operações Fiscais. Na prática, o Assistente de carga inicial de impostos cria o conjunto correto para os países que precisam dele (Brasil, Índia); abra a guia para revisar ou manter uma operação.
Acesso necessário. Configurar e manter operações fiscais requer o conjunto de permissões Accounting Admin v2 ou Accounting Controller v2. Os conjuntos Accounts Payable v2, Accounts Receivable v2 e Read Only v2 permitem visualizá-las, mas não alterá-las.
O exemplo mais claro de por que isso importa. No Brasil, uma venda intraestadual dentro de São Paulo tem ICMS de 18%; a mesma venda interestadual para o Rio carrega ICMS de 12% mais um diferencial de DIFAL e um adicional de FCP. Na Índia, uma venda intraestadual cobra CGST + SGST enquanto uma venda interestadual cobra IGST. A Operação Fiscal é o interruptor que alterna entre esses conjuntos de regras.

Como ela é derivada

O motor compara os códigos de jurisdição do vendedor e do comprador (abordados em Jurisdições Fiscais) e classifica a transação apenas a partir do texto:

Vendedor vs. compradorClassificada comoExemplo
Mesmo país, mesmo estadoIntraestadualBR-SP → BR-SP
Mesmo país, estado diferenteInterestadualBR-SP → BR-RJ
País diferenteExportaçãoGB → FR

O motor então encontra o registro de Operação Fiscal correspondente (uma operação de Venda marcada como interestadual ou não, ou uma operação de Exportação) e o envia para a correspondência de regras. Faturas de Venda e de Compra também têm um campo Operação Fiscal, de modo que uma empresa pode fixar explicitamente uma operação em um documento onde ela precisa ser declarada — por exemplo, o CFOP do Brasil em uma nota fiscal eletrônica — mas o caminho normal é a derivação automática.

Os campos — com valores do Brasil

O Brasil é o exemplo certo aqui, porque o Reino Unido não usa operações fiscais (mais sobre isso adiante). Veja a seguir todos os campos com um valor brasileiro real — a operação interestadual de bens manufaturados, cujo código é um CFOP:

CampoTipoObrigatórioPara que serve🇧🇷 Valor de exemplo
CódigoTexto · Id. externoSimChave de correspondência/carga inicial — no Brasil, é o CFOPBR-6101
Tipo de TransaçãoLista de seleçãoSimVenda / Compra / Devolução de Venda / Devolução de Compra / Transferência / Importação / Exportação / Entre EmpresasVenda
É InterestadualCaixa de seleçãoNãoCruza a divisa de um estado — o indicador-chave para ICMS / IGSTtrue
Escopo do PaísBusca (jurisdição de país)NãoLimita a operação a um único paísBR
DescriçãoÁrea de textoNãoSignificado em linguagem simples (exibido na seleção)Venda de bens manufaturados (interestadual)
Está AtivoCaixa de seleçãoNãoDesativado → excluído da correspondênciatrue
NotasTexto longoNãoDescrição do CFOP, cenáriosNF-e CFOP 6.101

Brasil: onde o Código é o CFOP

Os documentos fiscais do Brasil (NF-e) exigem legalmente um CFOP — um código de quatro dígitos que classifica cada operação. A REDA modela cada CFOP como uma Operação Fiscal cujo Código o carrega. A carga inicial traz seis:

Código (CFOP)OperaçãoInterestadual?
BR-5101Venda de bens manufaturadosNão (intraestadual)
BR-6101Venda de bens manufaturadosSim
BR-5102Venda de mercadorias adquiridasNão
BR-6102Venda de mercadorias adquiridasSim
BR-6108Venda, Simples NacionalSim
BR-5405Venda, ICMS Substituição TributáriaNão

Os CFOPs brasileiros seguem uma convenção que os códigos refletem: o prefixo 5 é intraestadual, o prefixo 6 é interestadual — o que corresponde exatamente ao indicador É Interestadual que o motor lê.

Na prática: o interruptor em ação

Considere o mesmo fabricante de São Paulo vendendo os mesmos bens, alterando apenas a localização do cliente:

CompradorOperação derivadaRegras que disparam
Em São PauloIntraestadual (BR-5101)ICMS 18% interno — sem DIFAL
No Rio de Janeiro (consumidor final)Interestadual (BR-6101)ICMS 12% interestadual + DIFAL 8% + FCP 2% (DIFAL/FCP disparam para compradores não contribuintes)

As regras de ICMS interestadual e DIFAL carregam Fiscal Operation = BR-6101 como condição de correspondência, então só disparam quando o motor deriva uma venda interestadual. Ao mudar o comprador de volta para São Paulo, o motor deriva intraestadual, essas regras não correspondem, e a regra interna de 18% assume. Um único campo no cliente — sua jurisdição — conduz tudo isso.

🇬🇧 O Reino Unido não usa operações fiscais — e está tudo bem. A carga inicial do Reino Unido não traz nenhum registro de Operação Fiscal. O VAT do Reino Unido não muda com interestadual/intraestadual, então suas regras simplesmente deixam a condição de Operação Fiscal em branco (= “qualquer”) e sempre correspondem. Operações fiscais só são necessárias onde o imposto realmente depende da natureza da transação — Brasil e Índia — não em regimes de VAT simples.

Salvaguardas e configuração

  • O Código é em maiúsculas, sem espaços — duas regras de validação garantem isso (é um Id. externo, como os códigos de jurisdição e de tipo de imposto).
  • Carga inicial para os países que precisam dela. Os pacotes do Brasil e da Índia incluem operações fiscais; pacotes de VAT simples (Reino Unido) não. O Assistente de carga inicial de impostos cria o conjunto correto para cada país.
  • É Interestadual é o campo que faz o trabalho para os desdobramentos de alíquota do Brasil/Índia — defina-o corretamente em cada operação.
  • Desative, não exclua operações obsoletas, para manter as faturas históricas intactas.

O que vem a seguir

  1. Regras fiscais — onde as operações fiscais condicionam a regra.
  2. Tipos de impostos — os impostos que uma operação fiscal seleciona.
  3. Brasil (ICMS, IPI, PIS/COFINS) — operações fiscais em uso real.
  4. Como o imposto é calculado em um documento — como a operação é escolhida em tempo de execução.

Perguntas frequentes

Normalmente não — o motor a deriva a partir das jurisdições do vendedor e do comprador, de modo que ela não pode ser marcada incorretamente. As faturas têm um campo Operação Fiscal para os casos em que uma operação precisa ser informada explicitamente (como registrar o CFOP exato em uma NF-e brasileira), mas o padrão é a derivação automática.

Não, isso está correto. O VAT do Reino Unido não varia conforme a natureza da transação, então suas regras deixam a condição de operação fiscal em branco e sempre correspondem. Operações fiscais só são necessárias onde o imposto depende de interestadual/intraestadual/exportação — Brasil e Índia.

Os dois códigos de jurisdição. Mesmo país e mesmo estado → intraestadual; mesmo país, estado diferente → interestadual; país diferente → exportação. Por isso, acertar a Jurisdição Fiscal na Conta do cliente e na sua Entidade é o que garante que a derivação seja correta.

Porque o Brasil exige legalmente um CFOP em todo documento fiscal. Modelar cada CFOP como uma Operação Fiscal (com o CFOP como seu Código) garante que o código correto seja registrado e que as regras corretas disparem — o prefixo 5/6 até espelha o indicador É Interestadual.

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